quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pé Torto Congênito


Pé torto congênito (PTC) é o termo usado para descrever a deformidade complexa que inclui alterações de todos os tecidos músculo-esqueléticos distais ao joelho, ou sejam, dos músculos, tendões, ligamentos, ossos, vasos e nervos (FONSECA et al, 2001). O pé torto equino-varo (PEV) é considerado como sendo a anomalia congênita mais frequente dos pés, sua incidência é da ordem de 1 a 2 casos por cada 1.000 recém-nascidos vivos. O pé apresenta-se em flexão plantar ao nível do tornozelo, com inversão e adução na articulação talocalcânea e nas articulações do metatarso. A deformidade pode ser fixa nos casos graves, apresentando o pé imobilidade quase total. Nos casos mais benignos, o pé dispõe de relativa mobilidade, mas a criança encontra dificuldades em relação à eversão e à flexão dorsal ativa (SHERPHERD, 1998).
O tratamento do pé equino-varo deve ser iniciado o mais precocemente possível, após o nascimento. Há um acordo geral de que o tratamento incruento deve ser utilizado de início, pois na grande maioria dos casos consegue-se a correção das deformidades sem necessidade de intervenção cirúrgica. O tratamento consiste em gessos e cunhas trocadas semanalmente até a hipercorreção. (MURAHOVSCHI, 1998).
Com a técnica não cirúrgica acredita-se na capacidade de produzir deformação plástica e alongamento das estruturas contraturadas, de forma progressiva, mediante as propriedades viscoelásticas inerentes ao tecido conjuntivo. A manipulação seguida de gesso deve ser feita de forma seriada e é sempre o tratamento inicial, existindo tendência de reservar o tratamento cirúrgico às deformidades residuais (MERLLOTTI, 2006).
Somente quando não se obtém a correção satisfatória mediante o tratamento com os métodos conservadores, indica-se o tratamento cirúrgico, que visa a completa e imediata resolução do quadro em um único procedimento, cuja execução exige muita experiência devido às graves consequências que podem advir de uma má indicação ou de erros de técnica. Após a correção das deformidades, o tratamento prossegue com a realização de exercícios e utilização de aparelhos (MURAHOVSCHI, 1998)

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