terça-feira, 6 de julho de 2010

Síndrome de Guyon



A Síndrome de Guyon é uma neuropatia compressiva do nervo ulnar. Rara e pouco escrita na literatura, porém de importância clinica pelos distúrbios funcionais e sensitivos que provoca. É causada por qualquer alteração que leve a um estreitamento do espaço ocupado pelo nervo. Alterações estas variadas, desde congênitas, até relacionadas ao trabalho.
O nervo ulnar atravessa o canal de Guyon, entre o pisiforme e o hamato (ossos do carpo), e se divide em uma ramificação superficial (que supre a sensação da região palmar ulnar, do quinto dedo e do lado ulnar do quarto dedo) e na ramificação terminal profunda (que inerva os interósseos, músculos hipotenares, terceiro e quarto lumbricais, o adutor curto do polegar e a cabeça profunda do flexor curto do polegar). A síndrome mais comum de compressão envolve a ramificação terminal profunda, em um ponto distal da ramificação que supre os músculos hipotenares. A segunda síndrome envolve as ramificações profundas e superficiais, proximais ao canal de Guyon. Ela é prevalecente nos esportes como ciclismo, levantamento de peso e beisebol, por causa dos insultos repetitivos e crônicos à área hipotenar.
O exame físico, no caso de envolvimento do nervo ulnar terminal profundo, revela fraqueza no interósseo, terceiro e quarto lumbricais, adutor curto do polegar e flexor curto do polegar. Os músculos hipotenares podem ser poupados, porque a compressão é normalmente distal a esta ramificação nervosa. O envolvimento do canal proximal de Guyon resulta na fraqueza de todos os músculos inervados pelo ulnar, além de dormência no território do nervo ulnar dos dedos. As radiografias do túnel cárpico eliminam a possibilidade de fraturas do hamato ou de outras patologias ósseas.
O tratamento envolve acolchoamento protetor sobre a área hipotenar e o emprego de antiinflamatórios não hormonais (AINHs). E a transposição Cirúrgica, a cirurgia é realizada para corrigir uma compressão do nervo ulnar (neuropatia) dentro do túnel cubital. Os casos resistentes devem ser encaminhados para estudos de eletromiografia e condução nervosa, porque eles fornecem informações proveitosas. Os casos com perda motora devem ser encaminhados para um cirurgião ortopedista.
Existe também o tratamento conservador com corticóide de depósito e vitamina B6. O repouso é fundamental e em algumas ocasiões é indicada imobilização com tala de velcro. Em geral, as lesões causadas por traumatismo ou por doença ocupacional melhoram quando mantido o repouso e afastadas as causas desencadeadoras. A fisioterapia vai atuar dependendo do grau e de suas complicações, onde o tipo I haverá compressão acontece no 1/3 inicial do canal, levando a sintomas sensitivo e motor. Neste caso o paciente apresenta garra dos quarto e quinto dedos. Não há distúrbios sensitivos na região do ramo sensitivo dorsal. No tipo II, somente o ramo motor será comprimido, não havendo distúrbios de sensibilidade. Neste caso o paciente apresenta garra ulnar, com sensibilidade preservada. O tipo III trata-se de uma compressão apenas dos ramos sensitivos, provocando distúrbios de sensibilidade na área palmar do nervo ulnar, não havendo garra ulnar.

Fontes:
Livro: LILLEGARD, A. W; BUTCHER, J. D; RUCKER, K. S. Manual de Medicina Desportiva. 2° Ed. Manole, Barueri, SP.
Sites: http://www.profala.com/artfisio16.htm
http://www.sosmaorecife.com.br

1 comentários:

Igor disse...

URRRRRG,
não entendi nada...
mas é nojento, parabéns lene!

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